A Origem

Título Original: Inception
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Cillian Murphy, Marion Cotillard, Michael Caine
Ano: 2010

Foi preciso mais de meio ano para que os cinemas do mundo todo pudessem exibir um bom filme, ou melhor dizendo, o melhor filme do ano (dos últimos tempos, talvez?). O diretor Christopher Nolan, aliado há um time super competente de atores, liderados por Leonardo DiCaprio, apresenta uma ficção científica movida por sentimentos humanos, como culpa, ganância e amor.

Enquanto no filme Matrix, Neo e Cia “dormiam” para enxergar a verdadeira realidade, neste A Origem, Dom Cobb (DiCaprio) dorme com o objetivo de entrar na mente das pessoas quando elas estão mais vulneráveis: durante seus sonhos. Com essa habilidade que o coloca como o melhor no que faz, ele descobre os segredos mais íntimos e que valem fortunas, principalmente no mercado empresarial internacional. Embora atormentado pelas visões da mulher (Cotillard), Cobb forma um grupo para tentar seu plano mais audacioso: fazer surgir “a origem” de uma idéia na cabeça de um rico herdeiro (interpretado por Cillian Murphy, o futuro Espantalho da franquia Batman). Na prática, o plano torna-se mais difícil de se executar do que o esperado, principalmente quando Ariadne (Ellen Page, de Juno) percebe que o estado mental de Cobb influencia diretamente cada ação do grupo, em cada uma das camadas dos sonhos.

A princípio pode parecer confuso… e é mesmo! E o diretor sabendo disso, em determinado momento do filme, mostra a personagem de Ellen Page confusa (tal qual quem está assistindo o filme), perguntando “No subconsciente de quem nós vamos entrar?”. É a prova de que Nolan sabe aonde quer levar o público, não permitindo que ele se perca em nenhum momento. Talvez seja necessário assistir o filme mais de uma vez para conseguir perceber todas as vertentes, todos os pontos em que se encontram cada um dos personagens do filme, cada um vital na sua essência dependendo da camada que se observa. DiCaprio, inclusive, deve estar expert em trabalhar com a mente, visto ser este o segundo filme seguido que o ator faz no qual se explora os mistérios do nosso cérebro (o primeiro foi Ilha do Medo, dirigido por Martin Scorcese).

É impossível desgrudar os olhos durante cada segundo da projeção. Além do roteiro intrincado e extremamente bem elaborado pelo próprio Nolan, há também outros fatores que contribuem para que o público entenda exatamente o momento vivido pelos personagens, como a trilha sonora ou a mudança brusca de ambiente, como os corpos flutuando em um hotel ou o esqui na neve seguido por homens fortemente armados. Englobe-se aqui a alta quantidade de adrenalina que domina as cenas de ação (perseguições e tiros) e as cenas dramáticas, envolvendo Cobb e a esposa.

O fato de ser pouco explorado o passado dos personagens, com exceção aos de DiCaprio e Murphy, trouxe à tona interpretações convincentes e realistas dos demais integrantes do elenco, em destaque para a ganhadora do Oscar por “Piaf”, Marion Cotillard. A atriz consegue em uma única tomada passar da carência e meiguice para a violência e intolerância de uma forma única e espetacular.

É um filme ousado, destinado à um público que goste das características acima apontadas e que nos faz pensar, principalmente quando os créditos começam a subir…

Patrícia Quintas
12/08/2010

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