Minhas Mães e Meu Pai

Título Original: The Kids Are All Right
Diretora: Lisa Cholodenko
Elenco: Mark Ruffalo, Mia Wasikowska, Josh Hutcherson, Julianne Moore, Annette Bening
Ano: 2010
Quando um assunto tão atual e polêmico chega às telonas, o que se espera é sair da sala de cinema com uma “pulga” atrás da orelha, questionando aquilo que se sabia (talvez) e aquilo que nos foi apresentado. Infelizmente, no filme Minhas Mães e Meu Pai, isto não foi possível.
A geração de bebês não é uma realidade nova, nem está restrito a algum grupo específico. Casais héteros, casais homossexuais formados por homens ou por mulheres e solteiros tem procurado bancos de esperma e/ou óvulos para realizar o sonho de maternidade/paternidade. Esses procedimentos estão tão frequentes que, recentemente, o Brasil alterou alguns tópicos da lei de reprodução assistida de forma a prever todos os casos de formação de família. No mundo artístico, a atriz Jodie Foster teve seus dois filhos por doação de esperma e, mais recentemente, o cantor Rick Martin teve seus dois filhos gêmeos através de barriga de aluguel e óvulo doado.
Então, com tal repercussão mundial, o que se espera de um filme sobre o assunto é tratá-lo com sutileza, mostrando como, lá no futuro, os bebês desses procedimentos se enquadram no mundo, com a família e também com aquele que possibilitou sua existência, o doador/doadora.
Porém, no filme da diretora Cholodenko, o que assistimos durante toda a projeção do filme é a preocupação com o envolvimento das mães com o doador, principalmente no quesito sexual. Ora, o que interessa como duas lésbicas se excitam ou quais as posições sexuais de um adulto hétero quando o tema do filme é, justamente, saber se as crianças estão bem (título original do filme)? Em certo momento, temos uma “passada” no assunto, quando o doador se envolve com o filho e o amigo deste ou mesmo da sua aproximação com a filha. Mas é só! A trajetória escolhida pela diretora foi outra, bem mais direta e escândalosa, tratando apenas da crise de relacionamento do casal formado por Benning e Moore (coisa que não é exclusiva de casais héteros).
Annette Benning concorre ao Oscar de Melhor Atriz por este filme. Sinceramente, espero que não ganhe. Se ganhar, será por ter interpretado um papel de uma lésbica e não pela qualidade dela como atriz. Se quiser vê-la em um dos seus melhores momentos, assista “Destinos Ligados” (Mother and Child), um filme belo e comovente.
Patrícia Quintas
31/01/2011
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