Jogo de Poder

Título Original: Fair Game
Diretor: Doug Liman

Elenco: Naomi Watts, Sean Penn

Ano: 2010

O dia 11 de setembro de 2001 mudou o mundo. Quando as Torres Gêmeas foram derrubadas, a certeza que haveria uma retaliação americana contra seus agressores era certa. Desse modo, só restavam apenas duas dúvidas: quando e como ela ocorreria e seria justificada diplomaticamente para o resto do mundo. E é justamente sobre esta justificativa do ataque que se trata o novo filme do diretor Doug Liman (Diamantes de Sangue).

Com o fracasso em encontrar o (alegado) mentor do ataque, o alvo do governo norte-americano passou a ser o ditador iraquiano Saddan Hussein. Alegando que o tirano estaria adquirindo material para construir uma bomba atômica, as forças armadas do “Tio Sam”, lideradas pelo presidente George W. Bush, bombardearam todo o território iraquiano, fizeram reféns soldados e civis do país e, de maneira “heróica”, prenderam Saddan, o qual foi, posteriormente, condenado e enforcado (com direito a transmissão via Internet para todo o planeta). Tudo isso com base na alegação de se estar em busca do material atômico… Porém, tal material nunca foi encontrado por um único motivo: ele não existia e o governo americano sabia disso antes da invasão ao Iraque.

No filme, retratado de maneira semi-documental, com imagens reais da época, vemos uma equipe da CIA empenhada em descobrir se havia ou não o tal material. Desta equipe fazia parte a agente/espiã Valerie Plame (Naomi Watts), que cometeu um erro que lhe custou a carreira: permitiu que o marido, um ex-embaixador (vivido brilhantemente por Sean Penn), investigasse a participação da Nigéria na venda de parte do material ao governo iraquiano. Quando ele, tempos depois, vê que seu trabalho foi utilizado para embasar a invasão iraquiana e inicia uma verdadeira batalha na mídia e nas universidades para que o governo explique o real motivo do ataque ao Iraque, trava-se uma luta de gigantes, na qual Valerie e sua família, um cientista iraquiano e os diversos casos da agente são brutalmente atingidos, de modo irremediável.

Ao retratar tais fatos, o diretor Liman constrói um filme político, contando com atores engajados em fazer uma interpretação realista dos acontecimentos e a mostrar o que realmente se passou nos bastidores da Casa Branca e da CIA: a fabricação de mentiras e falsificações que iniciaram uma guerra, destruíram um país e transformou a vida de milhares de pessoas.

Patrícia Quintas
17/02/2011
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