Velozes e Furiosos 5

Título Original: Fast Five
Diretor: Justin Lin
Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Dwayne Johnson
Ano: 2011

Não tem como iniciar um comentário sobre “Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio” sem admitir que, ao que ele se propõe, o filme é excelente. Infelizmente, só carros em alta velocidade não faz um filme sozinho e as (várias) falhas do filme são claras, impossíveis de serem ignoradas.

Em um pouco mais de 2 horas, o novo filme da “franquia” reúne todo o elenco original, inclusive ressuscitando personagens que estavam mortos (fique atento à cena pós crédito, iniciada com a participação de Eva Mendes). Na cronologia da série, é possível que a intenção do roteirista teria sido posicionar este filme antes do terceiro, “Operação Tóquio” (2006), visto que o mocinho deixa claro sua intenção de ir para a “terra do sol nascente” enquanto planeja o futuro com a namorada.

Na trama deste filme, perseguidos pela polícia, Dom, Brian e Mia (Diesel, Walker e Brewster, respectivamente), fogem para o Rio de Janeiro onde pretendem realizar um último trabalho. Porém, o plano não sai como planejado e eles acabam sendo perseguidos pelo “dono” da favela e aparente “chefe” de toda polícia militar carioca, Reis (interpretado caricatamente pelo português Joaquim de Almeida). Tudo isso, regado à uma trilha sonora em português (Marcelo D2 e outros da mesma linha).

É claro que, à exceção de documentários, todo filme é uma obra de ficção, com o propósito de divertir, emocionar e entreter o telespectador. Mesmo aqueles “baseado em fatos reais” tem sempre um algo a mais para conseguir segurar o público até o final da projeção. Contudo, todos eles têm algo em comum: ser uma forma de arte, um modo de propagar cultura de um determinado local, seu povo, hábitos e costumes. Infelizmente, o que se vê durante todo o filme é uma clara depreciação do Rio de Janeiro e do Brasil, mostrando que o “roteirista” nem deve ter se dado ao trabalho de estudar a cidade, utilizando apenas o que deve ter assistido em noticiários sensacionalistas: o lugar é uma terra sem lei, comandado por traficantes e cheio de corruptos em todo o escalão governamental.

Diante disso, o fato de várias cenas mostrarem o volante no lado errado do carro ou todas as cenas que desafiam as leis da física e da gravidade (que Einstein descanse em paz) são irrelevantes. E que venha “Velozes e Furiosos 6”.

Patrícia Quintas
18/09/2011

 

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