Person of Interest – Série Nova

Após o 11 de setembro de 2001 – data dos atentados terroristas às Torres Gêmeas – a população norte-americana e de outros países “aceitou” ter sua vida monitorada, por temer novos ataques. Não oficialmente, o Sistema Echelon – sistema de interceptação mundial de telecomunicações da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos com a colaboração de países europeus – entrou em funcionamento e, cada vez que recorremos a tecnologia – fato que aumenta a cada dia – estamos sendo monitorados “para o nosso próprio bem”. E é sobre exatamente isso a nova série “Person of Interest”.

Desenvolvida por J.J. Abrams (criador de “Lost”, “Alias” e diretor do filme “Star Trek”) e Jonathan Nolan (roteirista e irmão de Christopher Nolan, diretor da nova franquia “Batman”), a trama dessa nova série tem como base a vigilância constante sob as nossas vidas. Situada em Nova York, conta sobre como um milionário, criador de um certo sistema de vigilância, contata um ex-militar para juntos poderem evitar mortes que o sistema considera irrelevantes, ou seja, aqueles que não estão envolvidos em ataques terroristas e são crimes do dia a dia, envolvendo pessoas normais. Paralelamente a isso, temos a vida pregressa de ambos, pouco explorada no piloto mas que, definitivamente, deve ser o arco que envolverá toda a temporada (e quem sabe, as próximas).

Nos papéis principais, tem-se o ator Jim Caviezel, como o ex-militar. Ele, que já foi Jesus Cristo no polêmico filme dirigido por Mel Gibson, transparece a angústia que pede o personagem, alguém que foi dado como morto e perdeu toda a família que tinha. Já para o papel do milionário, está o ator Michael Emerson, o Ben de “Lost”, impecável e misterioso ao buscar uma solução para os irrelevantes do seu sistema. Apesar de prometer que sempre falará a verdade, fica claro que ele está escondendo algo – talvez o real motivo de toda sua motivação – e isso o fã do ator sabe que ele faz com maestria.

Pelo primeiro episódio, pode-se esperar uma série de ação com toques de espionagem e suspense de tirar o fôlego. Agora, é torcer para ela cativar o público (especialmente o americano) e acompanhar na tela (e na nossa vida) o constante monitoramento das nossas vidas… E pensar que, quando George Orwell terminou de escrever o seu romance “1984”, talvez nem ele imaginasse o quão factual estaria sendo a sua obra tantos anos depois.

Patrícia Quintas
03/10/2011

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