Codinome Cassius 7

Título Original: The Double
Direção: Michael Brandt
Elenco: Richard Gere, Topher Grace, Odette Annable, Martin Sheen
Ano: 2011

 

Desde o final impactante conseguido com o filme “O Sexto Sentido”, diretores e produtores de cinema tem procurado criar a mesma sensação em seus filmes. Porém, nem todos têm exito e este filme, “Codinome Cassius 7”, se enquadra nessa categoria.

Gere é um agente da CIA aposentado que é convocado pessoalmente pelo diretor da entidade (Sheen) para desvendar a morte de um senador por um matador profissional que todos acreditavam estar morto. Iniciando a série de clichês do filme, ele é escalado para trabalhar com um agente novato do FBI, que se diz “expert” no assassino/professor denominado Cassius 7.

A primeira reviravolta (oh!) acontece antes dos trinta minutos de projeção – ou antes, se você prestar (um pouco de) atenção aos detalhes – quando o público descobre que o personagem de Gere é o próprio Cassius. Daí, fica ao telespectador a esperança de quando o agente do FBI vai descobrir a verdade sobre o veterano da CIA. Pra dar um pouco de emoção (!) ao filme, adiciona-se cenas já vistas incansavelmente em outros filmes, como a da esposa pendurada em uma escada de biblioteca ou o amigo que monta um mural de ordem cronológica dos assassinatos.

Na terceira parte do filme, para tentar chacoalhar quem está dormindo, é explicado o porquê do assassino deixar de agir em um determinado padrão para atuar de modo errático até desaparecer. Se o filme terminasse nessa linha, até poderia ser colocado em um patamar de thriller de suspense “assistível”. Porém, em uma clara vontade de colocar uma reviravolta na trama pra deixar todos com boa impressão do filme, o mocinho passa a ser um bandido adormecido! Fala sério!!! Toda parte que envolve Topher Grace e sua confissão para Gere, seguida do desfecho do filme, poderia ser retirada, sem se perder nada do filme, afinal foi colocada sem nenhum motivo necessário ao desenvolvimento da trama.

Por todos esses motivos, ao final dos 90 minutos de projeção, ao contrário do que gerou o filme do menino que via gente morta, fica-se com uma sensação intragável de tempo perdido e de ter a inteligência subestimada. Descartável!

Patrícia Quintas
06/02/2012

 

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