A Invenção de Hugo Cabret

Título Original: Hugo
Direção: Martin Scorsese
Elenco: Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen, Ray Winstone, Emily Mortimer, Helen McCrory, Michael Stuhlbarg, Frances de la Tour, Richard Griffiths, Jude Law, Christopher Lee
Ano: 2011

Acredito que a história sobre um menino órfão já deva ter sido contada diversas vezes no cinema. Talvez, por este motivo, o filme de Martin Scorsese perca tanto do brilho que se espera em um filme do aclamado diretor, perdendo ritmo ao desenvolver essa e as demais histórias que acontecem em uma estação de trem de Paris na década de 30.

O filme tem belas cenas, a começar pela cena inicial, sobrevoando a cidade luz, a primorosa reconstrução do cenário que realmente parece uma estação de trem (e também no acidente que ali ocorre) e os relógios e a engenhoca que existe atrás deles, permitindo que Hugo cumpra o seu trabalho e possa sonhar com uma vida diferente da que ele possui. Porém, apesar de tudo isso, o filme é chato, dando sono no espectador que, se conseguiu ficar acordado, irá presenciar uma das mais belas homenagens ao cinema já vista.

Scorsese conseguiu transpôr para a tela uma história envolvendo o mágico ilusionita Georgés Méliés (provavelmente, o primeiro técnico de efeitos especiais da história do cinema) nos apresentanto obras provavelmente nunca vistas pelo público comum do cinema (ou seja, os não cinéfilos), como “Viagem à Lua”, “A Chegada do Trem na Estação”, “A Saída dos Operários da Fábrica Lumière”, entre outros. É uma alegria poder conhecer tais obras que transformaram a invenção do cinematógrafo dos irmãos Lumiére no Século XIX em uma das mais divertidas, mágicas e encantadoras formas de entretenimento: o Cinema.

Em resumo: recomendo a crítica do mestre Pablo Villaça, do site Cinema em Cena, no link
http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/filme/ver.php?cdfilme=6006 e entenda como os dois filmes se desenvolveram dentro de um só.

Porém, apesar da homenagem ao cinema, ainda fico com a impressão inicial que tive do filme: arrastado e previsível.

Patrícia Quintas
23/02/2012

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