Os Descendentes

Título Original: The Descendants
Direção: Alexander Payne
Elenco: George Clooney, Matthew Lillard, Judy Greer, Beau Bridges
Ano: 2011

Afastado da telona desde 2004 quando conquistou público e crítica com o belo “Sideways – Entre Umas e Outras” (não estou considerando os curtas que desenvolveu), Alexander Payne volta ao batente com um drama encabeçado pelo ator/galã George Clooney que, logo nas primeiras premiações, levou o Golden Globe de Melhor Ator, além de garantir a mesma indicação para o Oscar 2012.

O roteiro, desenvolvido pelo próprio Payne, mostra a dificuldade de adaptação quando um imprevisto ocorre, juntamente com o poder das decisões que tomamos em nossas vidas que irão influenciar a nós e a todos ao nosso redor. Clooney – brilhante no papel – interpreta Matt King, um advogado, morador de uma das ilhas que formam o estado americano do Havaí, que tem sua vida transformada 180º quando a esposa sofre um acidente náutico, ficando em coma irreversível. Enquanto é obrigado a lidar com as filhas que praticamente não conhece (afinal, ele se dedicava a trabalhar enquanto as crianças cresciam), ele também tem de lidar com a pressão dos primos, pois tem a responsabilidade de decidir se irá vender ou não uma importante porção de terra herdada de seus antepassados (daí o nome do filme, “Os Descendentes”). Quando tudo a sua volta parece não ter controle, ele acaba descobrindo que a mulher pretendia pedir o divórcio para ficar com um galante corretor imobiliário.

O filme nos conquista com cenas emocionantes, sem cair na pieguice (o que seria uma saída fácil nas mãos de um diretor menos competente), nos fazendo perceber a angústia, dúvida e medo do momento que King está enfrentando em todos os aspectos da sua vida. Um exemplo claro é a cena monstrando King chorando sozinho em cima de uma ponte e a câmera posicionada ao longe, no alto, dando a idéia de como ele se sente pequeno e impotente diante dos últimos acontecimentos.

Conforme a história vai se desenvolvendo para cada um dos problemas – o coma/traição e a venda das terras – acompanhamos um pai descobrindo a paternidade e as filhas descobrindo um pai, em pequenos momentos que vão crescendo ao longo da projeção. Como exemplos, temos King e a filha mais velha bancando os detetives para descobrir o amante da esposa/mãe ou King enfrentando o questionamento da filha mais nova sobre não ter uma memória sobre a terra a ser vendida, já que a filha mais velha Alex, ia ao local com a mãe.

A cena final, de uma simplicidade incrível, resume bem a resposta ao questionamento dos amigos de King sobre como é viver no paraíso: simplesmente, aproveitar a vida e a família. Viver!

Patrícia Quintas
24/02/2012

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