O Espetacular Homem-Aranha

Título Original: The Amazing Spider-Man
Direção: Marc Webb
Elenco: Andrew Garfield, Rhys Ifans, Emma Stone, Sally Field, Martin Sheen, Denis Leary, Campbell Scott
Ano: 2012

Impossível não comparar este novo filme do herói aracnídeo com o filme “Homem-Aranha” dirigido em 2002 por Sam Raimi. Por este motivo, gostando ou não do novo filme, sair do cinema com uma sensação de “dèja-vu” (ou seja, “já vi isto antes”).

A história de como um jovem nerd se torna um super-herói está toda lá, contada novamente com (algumas) diferenças: a mordida da aranha, a morte do tio Ben, a caça ao assassino, o amor não correspondido. Porém, há diferenças que, mesmo sutis, tornam essa aventura uma boa diversão. Por exemplo, enquanto na primeira trilogia víamos um herói como um jovem adulto, aprendendo a lidar com a vida e descobrindo seus poderes, neste novo filme temos um adolescente, rebelde, órfão, skatista, fotógrafo e nerd, apaixonado pela colega de escola. Por este motivo que, alguns sites dedicados ao mundo do cinema e entretenimento estão julgando esse filme não como do Homem-Aranha e sim do Peter Parker! É ele quem carrega o filme, deixando seu alter-ego para poucas cenas e tornando a sua vida mais interessante do que o cômico aranha, que faz piada quando prende bandidos e apanha (muito) quando enfrenta o inimigo da vez, o Dr. Curt Connors (brevemente apresentado e não desenvolvido no filme que encerrou a trilogia dirigida por Raimi).

Seguindo os quadrinhos, Mary Jane, oficialmente a segunda namorada do cabeça de teia, foi substituída neste filme por Gwen Stacy (interpretada por Emma Stone), uma jovem tão inteligente que consegue ser a acessora de um grande cientista com apenas 17 anos (isso só pode ser forçação de barra do roteiro, a importância de Gwen, claro!).

Andrew Garfield, visto como o brasileiro Severin em “A Rede Social”, convence como Homem-Aranha e, mesmo tendo saído do papel há pouco tempo, é fácil se esquecer que o posto era de Tobey Maguire. O vilão está caricato e em muitos momentos (principalmente nas crises de consciência) é impossível não compará-lo ao maravilho Dr Octopus de “Homem-Aranha 2” (e é claro que este último, interpretado pelo maravilhoso Alfred Molina, vence de dez a zero).

No geral, um bom filme que de inovador trouxe apenas uma bela cena (a da construção da teia nos subterrâneos). No restante, apenas mais do mesmo.

Patrícia Quintas
15/07/2012

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