Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Título Original: The Dark Knight Rises
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan, David Goyer
Elenco: Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman, Michael Caine
Ano: 2012

ESPETACULAR! MARAVILHOSO!

Eu poderia colocar muitos outros adjetivos e, com certeza absoluta, não chegaria a expressar o quão perfeito é este filme, o final da trilogia do Homem-Morcego iniciada pelo diretor Christopher Nolan em 2005 e que colocou os filmes baseados em quadrinhos em um novo patamar: o dos filmes de qualidade!

Sem entrar no mérito se esta terceira parte é melhor que os anteriores, especialmente o segundo que, além de perfeito, ainda teve toda a comoção do suicídio acidental do ator Heath Ledger, após ter feito “O” papel de sua carreira – que lhe rendeu o Oscar póstumo -, “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” fecha todas as pontas, mostrando um roteiro coeso, que respeita os menores detalhes apresentados nos filmes anteriores, encerrando a trilogia com um enorme gosto de “quero mais”.

Na história, oito anos se passaram desde que Batman e o Capitão Gordon resolveram não contar a cidade o que o promotor Harvey Dent – transformado no Duas Caras – fez e o levaram ao papel de herói, enquanto Batman passou a ser caçado pela polícia. Recluso desde então, Bruce Wayne (novamente interpretado brilhantemente por Christian Bale) se vê forçado a voltar ao batente por uma série de fatores, entre eles uma ladra misteriosa (Selina Kyle/Mulher-Gato, interpretada por Anne Hathaway) e um novo vilão, Bane.

E por falar no vilão, ele merece um parágrafo especial. Bane é uma criatura inteligente, extremamente forte, seguido cegamente por seus comparsas e que quer trazer à Gothan City não o caos provocado pelo Coringa, mas o medo e o terror. Tom Hardy (Guerra é Guerra) está irreconhecível no papel do vilão e não é só pela máscara que ocupa metade do seu rosto e dá a sua voz uma imponência “a la” Darth Vader, mas também devido aos seus olhares e sua postura corporal, gerando um sentimento de medo, mesmo quando ele está de costas. Aqui, vale também a ótima direção de Nolan que optou por câmeras sempre posicionadas de baixo para cima dando um aspecto grandioso ao vilão (sacada do crítico Pablo Villaça do site Cinema em Cena).

Sem entregar spoiler, posso dizer com segurança que, tudo que se espera de um filme como o Batman (de Nolan, claro!) está lá e se você encontrar algum “furo” ou não entendeu o porquê, basta re-assistir aos dois anteriores: a importância do colar, a habilidade do Batman em andar no gelo, o mestre vilão, o Espantalho, o trem que permite a entrada na cidade pela mansão e muito mais!

É um filme para ver e rever. Várias vezes. Os fãs costumam dizer que “em Nolan, nós acreditamos!” (In Nolan We Trust!). Dessa vez, porém, ao sair do cinema, o fã torcerá para não acreditar no diretor e que ele possa voltar atrás e fazer mais Batmans como esse. Afinal, há gancho de sobra para mais filmes. Portanto, agora só resta “não acreditar”.

PS. “Leve spoiler” – Não acredito em delírio do Alfred; a cena foi real.

Patrícia Quintas
30/07/2012

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