A Busca

abuscaTítulo Original: idem
Direção: Luciano Moura
Roteiro: Elena Soarez
Elenco: Wagner Moura, Mariana Lima, Brás Antunes, Lima Duarte
Ano: 2011

Definido pela própria equipe que o produziu como um filme médio, o drama “A Busca” é um bom exemplo do Cinema Novo, mais precisamente da “Retomada” do cinema brasileiro, impulsionado pelo reconhecimento internacional. Sua trama trás para os cinemas brasileiros os dramas de uma família de classe média: separação, adolescência e paternidade. Ao procurar pelo filho desaparecido que fugiu ao completar 15 anos, Theo, controlador e inconformado com o divórcio, inicia uma jornada que o muda aos poucos, forçando-o a rever o modo como enxerga a si mesmo, sua esposa e seu pai, terminando por (re)descobrir o amor pelo filho.

Com roteiro de Elena Soares (“Eu Tu Eles”) e dirigido por seu marido, o estreante Luciano Moura (nenhum parentesco com Wagner Moura, intérprete do protagonista Theo e grande responsável pelo envolvimento do espectador com a história), “A Busca” é um típico Road Movie: uma jornada de amadurecimento, que transforma o protagonista independente do seu objetivo, algo já feito e refeito desde quando John Ford levou para a telona seu cowboy em busca da sobrinha raptada em “Rastros de Ódio” ou quando o peixe-pai procura pelo filho que foi levado por pescadores, na animação “Procurando Nemo” (comparação feita por Moura). O que torna esse filme diferente dos outros é o modo como o diretor conta a história. Ao ir apresentando as pistas do filho para o pai por meio de estranhos, Theo passa por diversas situações que acabam por lhe influenciar o modo de pensar e agir. Apresentando situações diversas, acompanhamos as transformações psicológicas do protagonista, seu crescimento durante toda a jornada. Por ser um filme não autoral e sim, comercial, o “final feliz” torna o filme agradável aos críticos (foi aclamado no Festival de Sundance, entre outros) e ao público.

Com orçamento superior à R$ 6 milhões e com locações nas cidades de Paulínia, Campinas, Ilha Comprida, Iguape e no litoral paulista, as quais representaram três estados brasileiros no longa, as filmagens foram realizadas durante seis semanas e contaram com os atores Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Mariana Lima, Lima Duarte e Brás Antunes, como o personagem Pedro (na vida real, filho do ex-Titã Arnaldo Antunes, responsável pela Trilha Sonora). Com co-produção da Globo Filmes (necessário para bancar o alto custo do filme, a publicidade intensa e a distribuição), o filme estreou em mais de 400 salas com o objetivo de fazer boa bilheteria sem ter violência (recurso usual no cinema da retomada) ou piada escrachada (ainda o recurso responsável pelas bilheterias de maior renda).

Em resumo, um filme mostra que há a possibilidade de existir uma terceira via para o cinema brasileiro, atraindo público para os filmes de “classe média”, fenômeno que já aconteceu na nossa “hermana” Argentina. Considerando que o filme alcançou na sua primeira semana em cartaz nos cinemas a bilheteria de 173 mil espectadores (números parciais), o filme “médio” agradou. E que venham outros.

Site Oficial: http://globofilmes.globo.com/ABusca/

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