O Homem de Aço

O-Homem-de-Aço-poster-nacionalTítulo Original: Man of Steel
Direção: Zack Snyder
Roteiro: David S. Goyer e Christopher Nolan
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Michael Shannon, Kevin Costner, Diane Lane, Laurence
Fishburne e Russell Crowe
Ano: 2013

Após o fiasco de “Superman – O Retorno” (2006) dirigido por Bryan Singer, muitos consideravam que a DC Comics, detentora da marca, não conseguiria mais levar seu grande herói para as telas. Porém, com a Trilogia Batman sob o comando de Christopher Nolan rendendo números exorbitantes nas bilheterias, com elogio de público e crítica e Oscar póstumo pra Heath Leadger, a DC e a Warner deram uma nova chance ao herói alienígena…. e ele não desapontou.

Com história e produção de Christopher Nolan e David S. Goyer, e sob o comando do diretor Zack Snyder (“300”), O Homem de Aço chega às telas e mostra que ainda há muito mercado para filmes de super-heróis, principalmente um tão icônico quanto o Superman, aquele que será responsável por comandar o povo, o seu salvador (referências à Bíblia e a Jesus Cristo estão por toda a trama, até quando ele revela o seu tempo na terra).

Além das referências bíblicas e teológicas, Nolan também trouxe um amadurecimento ao herói, não o tornando sombrio como alguns podem julgar, mas sim consciente de sua situação, de seus poderes, de suas responsabilidades. Desde seu nascimento – um milagre natural como afirma seu pai, Jor-El (Russel Crowe, ótimo e em nada devendo à Marlon Brando no primeiro filme do herói nas telas) – passando por sua infância e juventude ao lados dos pais adotivos, Martha e Jonathan Kent, Clark / Kal-El sabe que está destinado à algo muito maior do que a vida que leva e parte para descobrir mais sobre si mesmo e do mundo, em uma aventura de amadurecimento. Ao decidir usar seus poderes em frente aos humanos (que o diga a incrédula Lois Lane), ele mostra que o que vem primeiro é agir correto, nem que para isso tenha que ir contra os ensinamentos do pai adotivo e contra o rígido código de nascimento de seu mundo de origem (a cena final entre o Superman e o General Zod está sendo amplamente discutida, a ponto do próprio diretor ter que explicar o porquê do mocinho tomar tal atitude).

Mudanças drásticas foram feitas para que esse novo Superman pudesse se encaixar nos dias atuais. O herói não usa mais a famosa “cueca por cima da calça” e seu uniforme foi substituído por outro muito mais sóbrio, com toda uma explicação sobre ele e sobre o símbolo que carrega (o famoso “S” significa esperança em sua língua materna). O ator que o interpreta, pela primeira vez, não é americano e sim britânico. Henry Cavill (“Imortais”), mesmo ainda sem uma liberdade total no papel, consegue demonstrar os sentimentos necessários, seja quando mais jovem e presencia um momento marcante de sua vida ou quando sua mãe é atacada e age impulsivamente, comportamento inesperado do herói e que demonstra mais uma vez aos fãs que o herói está definitivamente mudado.

Contudo, ainda não é um filme perfeito. Há falhas. Afinal, como explicar o convite de Zod para Lois entrar na nave? Com qual objetivo? Era só para torná-la peça fundamental contra o General? Por quê apresentar os coadjuvantes – Perry White, Pete, entre outros – de maneira tão superficial se não iria usá-los? Só para já apresentá-los ao público prevendo uma possível sequência não é o bastante… Voltando a Lois, seu envolvimento com Superman é tão superficial que não dá para imaginá-los como um casal… chego a cogitar que a química entre Cavill e Adams não funcionou e que a atriz pode muito bem ser substituída em um próximo filme (lembrando que em “Batman Begins”, a personagem Rachel, interpretada por Katie Holmes, foi substituída no filme seguinte pela atriz Maggie Gyllenhaal, a qual proporcionou uma nova e melhor roupagem pra personagem).

Agora, dois pontos podem ser considerados os mais falhos: primeiramente, os cortes, em especial o que acontece após a destruição de Kryton (sequência inicial fantástica, é obrigatório mencionar) e a chegada do jovem Kal-El a Terra. Por alguns momentos fica-se “perdido”, sem saber em que ponto está a história. A seguir, ao acompanharmos a história da vida de Clark de forma não linear, contando inclusive com momentos intimistas de sua infância que buscam justificar suas atitudes no tempo presente, cortes são incluídos na trama, deixando alguns momentos longos demais e outros extremamente curtos.

O segundo e pior ponto falho da trama são as lutas. Alguns podem considerar o ideal, afinal estamos presenciando a luta de dois seres muito fortes, mas a destruição vista nas telas é de dar inveja a Michael Bay. Em determinado momento pode-se imaginar estar assistindo mais um filme da temível franquia Transformers, pois tem-se prédio caído de um lado, gente voando pra outro e tudo em uma velocidade incrível que fica extremamente difícil e cansativo de acompanhar.

Porém, não há como tirar de O Homem de Aço os seus méritos. Seu retorno aos cinemas está em alto nível e as falhas apontadas talvez sejam propositais, afinal, a briga entre a DC e a Marvel (“Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Thor”, entre outros) está acirrada, melhor pra essa última, que já anuncia o segundo filme dos Vingadores enquanto a DC não consegue tirar sua Liga da Justiça do papel. Após estrear no mês passado nos Estados Unidos e ganhar em São Paulo duas semanas de sessões de pré-estreias, O Homem de Aço lidera as bilheterias, massacra os demais filmes e promete, tomando emprestado o lema da franquia Star Trek, vida longa e próspera ao herói azulão nos cinemas. Nós, fãs, contamos com isso.

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Patrícia Quintas
14/07/2013

Curiosidades*:
– Man of Steel (O Homem de Aço) é o primeiro filme do Superman que não leva o nome do herói em seu título.
– O ano do lançamento de O Homem de Aço, 2013, marca o 75º aniversário do Superman.
– Zack Snyder desejava realizar O Homem de Aço de forma mais intimista e, por isso, decidiu filmar em 2D, além de gravar muitas cenas com a câmera nos ombros. A conversão para 3D foi realizada na pós-produção.

(*) Fonte: Adoro Cinema

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